16 agosto, 2011

Mais minha, mas cada vez te sinto mais longe

Chegou devagarinho, e aos poucos sem pressas, tudo se foi moldando com brisas e tempestades, sorrisos e lagrimas... Esta rocha se foi moldando, se convencendo que podia um dia se unir com a luz do teu sol mas enganei-me. Os dias vão crescendo, cada vez tenho menos sombras ocultando de ti pequenas porções de mim, cada vez este calor me consome mais, cada vez os dias são maiores embora continuem a ser sempre seguidos por noites longas de mais, noites em que te procuro por entre as estrelas, tentando encontrar algo que me recorte o teu tu, algo tão único como o teu ser, algo que não se sinta pequeno a teu lado, embora sem progressos continuo esta procura todas as noites, uma pós outra, sempre com a esperança de um dia te ter, de que um dia, o próprio dia se torne eterno não havendo mais noites gélidas em que sinto a tua falta.
Um amor de criança, um fraquinho digno de um apaixonado, uma sabedoria de tolo é tudo o que me resta para além de ti. Tenta não desaparecer, não agora que te sinto cada vez mais minha, não agora que a minha cede de ti é maior, não agora que se torna impossível aguentar imóvel nesta noite sem poder acompanhar-te para onde quer que vás, percorrendo contigo um mundo novo todos os dias, mostrando ao mundo que a sua luz mais bela é a mesma que eu tenho comigo e para mim e que a deixo livre esperando que a seguir à noite ela sempre volte

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